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Se o Cavaleiro Errante…
R.Roldan-Roldan Se o Cavaleiro Errante… (Primeira parte) O Cavaleiro Errante, que não sabe de onde vem nem de onde vai, avança… I Entre Exílios 2 – Como bala jamais retirada da carne Carrego o exílio Sem poder extirpá-lo Entre vida e existência Empurro a dicotomia De estar sem ser De ser sem estar O Cavaleiro…
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Eu Tu Ele
Ele Tu Eu [frente à câmera] Ele Sim/ Éramos muito amigos/ Amigos íntimos/ Não sei/ Ele costumava viajar sem avisar ninguém/ Não/ Nem os filhos nem a namorada/ Mas os filhos conheciam seus hábitos e suas manias/ Depressão?/ Não/ Não era depressivo/ Às vezes ficava desanimado como todo mundo/ Mas não passava disso/ Sim…
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Uma Noite um Caminhante Sob a Chuva
Uma Noite um Caminhante Sob a Chuva Costumava, em noites de chuva fraca ou de garoa (a cidade onde morava era chamada naquela época de Cidade da Garoa) percorrer alguns quarteirões depois de jantar. Essa caminhada a passos lentos me proporcionava uma agradável sensação de paz, de bem-estar físico. Devia ser por volta das…
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A Primeira Vez
A Primeira Vez [frente à câmera] Pois é, a primeira vez a gente não esquece. As outras, com a prática, viram carne de vaca. Ou quase arroz com feijão. Eu era uma menina (sim, já na puberdade) muito fogosa, louquinha por saber como era essa coisa de ser penetrada. E já naquela época vivia…
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Demônios
Demônios Chegam com a noite meus demônios lúgubres lívidos esquálidos vestidos de solidão abafando com seus sussurros meus gritos pelos amores rasgados esvaecidos gastos ou desgarrados e prometendo para a próxima noitada o dilacerar do não pertencer atravessando o tempo do exílio e o estigma de estrangeiro 29-11-21


