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Interracial

Interracial [frente à câmera] A Companheira Não sei o que pode ter acontecido. Ella tem o hábito de sumir de vez em quando sem avisar e sem dizer aonde vai. Some que nem gata no cio. E reaparece. Mas nunca ficou tanto tempo fora de casa sem dar sinal de vida. Há algum tempo que…
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Revendo o Pai

Revendo o Pai De passagem por Tânger, deu-me vontade de rever a praia que beira a antiga avenida de Espanha, onde eu costumava nadar. Era madrugada. Sentei-me na areia, absorto, prestando atenção ao ruido das ondas do mar. De repente as luzes da avenida se apagaram. Ficou a claridade do luar. Depois de uns segundos…
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Saudade das Cavidades

Saudade das Cavidades Em noites de tempestade quando os uivos do vento balançam as teias de aranha na mansão abandonada o Tempo capenga descortina o passado deixando-o cair de seus bolsos furados e inexorável arrasta as lembranças para o poço do olvido onde sonâmbula a memória se afoga e o Tempo desfiando a esperança até…
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De Falo em Flor

De Falo em Flor Passados os dias de furor selvagem esplendor roídos pelo Tempo quando o falo em flor fala mais alto e fustiga a razão passada a estação dos nardos e papoulas dançando o cio quando o desassossego e a turbulência travam as vísceras lasso de ilusões remendadas exausto miro o alvo celeste à…
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De Falo em Flor

De Falo em Flor Passados os dias de furor selvagem esplendor roídos pelo Tempo quando o falo em flor fala mais alto e fustiga a razão passada a estação dos nardos e papoulas dançando o cio quando o desassossego e a turbulência travam as vísceras lasso de ilusões remendadas exausto miro o alvo celeste à…
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Reencontro com Anastacia Lazarovna

Reencontro com Anastacia Lazarovna Desembarcando em Casablanca, procedente de Dacar, deparei-me inesperadamente (ou talvez não tão inesperadamente já que ela sempre ficava sabendo dos meus deslocamentos internacionais) com minha velha amiga Anastacia Lazarovna. – Querida Anastacia Lazarovna, que agradável surpresa, que prazer em revê-la. – O prazer é todo meu, querido…
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Sonho IV

Sonho IV Alma esquecida no leito do rio seco tesouro pirata na areia após a ressaca nuvem que se esconde sob a chuva vento valsando com o sonho Paixão e Razão enlaçadas girando nos Bosques de Viena orgia dos deuses toque de recolher do pensamento exílio na contramão do Silêncio quando do Tempo Tempo do…
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Sonho III

Sonho III A caminho da Colina dos Enforcados no Altos do Tempo Perdido atravessava um parque onde um moinho de vento emitia uma misteriosa música de cítara ao girar suas hastes quando uma fada de púrpura e ouro rodou sua varinha e se fez noite estrelada iluminada pelo luar percebi então que estátuas de mármore…
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Sonho II

Sonho II Cansado de paraísos artificiais e buscando a autenticidade do inferno no vermelho e bronze do prazer fui deslizando pelo tobogã subterrâneo e com a carne musicada pelo desejo cheguei a um amplo espaço cavado na pedra iluminado por tochas onde em jaulas medievais dependuradas no teto jaziam os esqueletos do Absurdo outrora condenado…
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Sonho I

Sonho I Escoltado nas alturas por duas águias do Cáucaso pelos agrestes sendeiros do limbo fui deixando na vereda um rastro de pétalas de rosas a fim de encontrar o caminho de volta para casa mas duas aves-do-paraíso que me seguiam foram comendo as pétalas do chão e acabei me perdendo no Infinito ansioso por…