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O Pó do Silêncio

O Pó do Silêncio O pó do Silêncio aquieta minh´alma outrora sedenta de vértices de ápices fúria de viver furor de existir e quando os cisnes selvagens – em chamas – cruzam o firmamento rumo ao exílio ocultam-se sob as pálpebras – lassas de lida – os crepúsculos incendiados da paixão tardia 07-03-22
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A Voz do Sangue Blues

A Voz do Sangue Blues Acordei do fundo do Tempo com duas palavras simples singelas doces fortes viscerais primitivas ancestrais transcendentais insubstituíveis Mãe Pai e deitei no fundo do Tempo com duas lágrimas 14-03-22
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Quando Zarpa o Navio deTânger?

Quando Zarpa o Navio de Tânger? Ibn Battuta o sábio grande viajante de Tanjah diga-me a que horas sai o próximo barco de Tânger? meu irmão quer partir para a América do Sol virar guerrilheiro conhecer Angelopoulos e Kieslowski e ganhar algum dinheiro por que quer ele fugir? se seu único crime é apenas ser…
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Pai Superior

Pai Superior Raro fulgor de uma estrela iluminando a miséria maquinista lia Dostoievsky mosaísta lia Cervantes mestre de obras lia Shakespeare motorista lia Nietzsche preso político lia García Lorca refugiado apátrida lia Stefan Zweig meu pai mi padre mon père bbaa my father nas minhas línguas que perdi no exílio e carrego pai a glória…
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O Doce Sabor do Sexo

O Doce Sabor do Sexo [frente à câmera] … é um serviço, como qualquer outro, prestado à sociedade desde que o mundo existe. Não sei por que essa mesma sociedade, que fomenta o serviço do sexo, o demoniza ou dramatiza. Fui garota de programa por opção. Porque gostava de fazer sexo, quanto mais melhor. Sou…
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Esquecer

Esquecer E esquecerás o garrote vil do Tempo os três pregos gólgota do exílio o irreversível fulgor da saudade o furor da outra dimensão a paixão do liber-sonho a vulcanização do sexo a angústia de vísceras retorcidas para processar a alma embalada pelo cântico do Silêncio no algodão do Absoluto 12-02-22
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À Espera

À Espera De céus inominados firmamentos invertidos céus insubmissos retirei minha ira cólera subjacente dos paraísos perdidos e no moinho d´água do vale mandei moer o grão rebelde com o qual adubei o campo de ouro onde floresciam papoulas outonais e descansei nas raízes de uma figueira-benjamim à espera da epifania 11-04-22
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O Pó do Silêncio

O Pó do Silêncio O pó do Silêncio aquieta minh´alma outrora sedenta de vértices de ápices fúria de viver furor de existir e quando os cisnes selvagens – em chamas – cruzam o firmamento rumo ao exílio ocultam-se sob as pálpebras – lassas de lida – os crepúsculos incendiados da paixão tardia 07-03-22
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A Luz Infinita do Silêncio

A Luz Infinita do Silêncio Em jejum de Deus de deuses santos e gurus e faminto de Sagrado quando o Absurdo ofusca o Absoluto mergulhar no Início isento de paixão e sem cantos banindo as máculas do ruído afundar no Silêncio intenso Silêncio do Nada luz infinita do Silêncio sem indagar diluído no Universo sem…