Categoria: Poema
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3R57 Dos primórdios… Dos primórdios Da Terra profunda Sobe o Silêncio Pelas raízes Pelo caule Até a copa Onde floresço Azul Intenso [inacabado] 27-11-24
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3R56 Ia de trem… Ia de trem Vendia ratoeiras em Ksar el-Kebir Cidade onde morreu D. Sebastião de Portugal Nunca foi a Ouarzazate porta do deserto Mas em seus delírios de adolescente Nas asas de Pégaso esteve inúmeras vezes Enquanto bebia o dia a dia em Tanjah Comia sopa de ovo com pés de galinha…
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3R52 Quando nasci… Quando nasci Uma camponesa bruxa Predisse à minha mãe Que eu seria como o Albatroz de Baudelaire Majestoso no ar Desastrado no chão Talvez com o presságio tenha aprendido a falar Com as águias e as tartarugas Decifrado a escrita das nuvens E a música do Silêncio E a me apaixonar pela…
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3R51 As intermitências do Silêncio… As intermitências do Silêncio Balançam meu não-existir Mas longínquos Ainda ouço os gritos Do furor de viver Que se debate no eterno recomeçar [inacabado] 30-10-24
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3R50 Quem és tu verme da sociedade?… Quem és tu verme da sociedade? Quem és tu que comes todos os dias e arrotas caviar? Quem és tu crosta endurecida dos séculos? Quem és tu refugo da humanidade? Quem és tu que fazes leis para favorecer tua classe? Quem és tu que impões tua intolerância? Quem…
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3R49 Sob céus apocalípticos… Sob céus apocalípticos Os cadáveres dos ditadores Ainda com a corda no pescoço Flutuam entre estrondos e fulgores De mil vulcões Coro dos escravos de Nabucco de Verdi Revolução Aleluia de Handel Fogo de artifício [inacabado] 25-10-24
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3R48 Esposa de um executivo… Esposa de um executivo Sensual culta inteligente Síndrome de Bela da Tarde Estágio de três meses em casas de luxo Chamam-na Lola dos Portos Porto de Tânger aprende árabe e berbere Porto de Barcelona espanhol e catalão Porto de Marselha francês e occitano Veste-se de papoulas e perfuma-se de cravos…


