3R47

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Em noite de densa névoa…

Em noite de densa névoa

No último dia do século XIX

Esperava na plataforma vazia

O último trem

Que atravessou a estação

Mas não parou

Nas janelas algumas mãos acenaram

Fosforescentes como almas deportadas

E o comboio desapareceu entre bruma vapor e fumaça

Esperaria o próximo

No próximo século

[inacabado]

22-10-24   

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